Desafio de Escrita – #15CENAS
Eu sempre gostei de ler, e acho que de escrever também. Uma das primeiras vezes em que pensei mais sobre escrever, foi quando estava lendo Cuidado: Garoto apaixonado, do Toni Brandão.
Li esse livro do Brandão quando estava na segunda ou terceira série, não lembro bem, mas lembro de como achei engraçado uma das passagens do livro onde o personagem principal vê a Camila (amiga/garota que ele gosta) devolver o livro As Coisas na biblioteca da escola. Não tem nada de cômico nessa cena, apesar de ser bonitinho no grande esquema das coisas pela reação do personagem principal, mas o que eu achei engraçado foi perceber o quanto aquela personagem, naquela cena, era eu. As Coisas, do Arnaldo Antunes, foi o primeiro livro que peguei para ler por mim mesma, talvez tenha sido o motivo de eu gostar tanto de ler hoje em dia, e uma das ações da Camila ao devolver o livro foi pedir desculpas à moça do balcão, por ter escrito algo com lápis na orelha de uma das páginas - se bem me lembro, foi na página sobre substantivos masculinos e femininos e os plurais, mas talvez tenha sido na da chuva que cospe ou no trecho que virou música, só relendo para saber -, e aquilo era algo que eu havia feito, porque teve muitas coisas que não entendi em As Coisas, que me deixaram pensando por um tempo, sempre voltando à página do que me deixava encucada.
Foi a primeira vez que senti empatia de verdade com um personagem de livro, a primeira vez em que notei que, mesmo sendo literatura, aquelas situações eram tão reais quanto eu era. Claro que fui crescendo e percebendo que nem todas as situações dos livros são possíveis, ou a Terra seria uma bagunça total e, também, comecei a sentir empatia por personagens que despertavam algo em mim, e não só com aqueles que parecem comigo. Só que aquela sensação me fez pensar: "Seria tão legal fazer algo assim, imaginar um personagem que pode ser outra pessoa!"
Na época minha capacidade literária era quase nula, mas não me impediu de ficar imaginando histórias o tempo todo, de criar dentro da minha cabeça. A ideia de realmente escrever não me veio até que entrasse no ensino médio, mas esse pensamento que Cuidado: Garoto apaixonado criou dentro de mim nunca sumiu. Hoje em dia, mesmo que eu seja uma mega nerd e que desenvolver seja algo que eu ame e que talvez guie minha vida profissional, acho que nunca me vi tão disposta a escrever, a criar e levar isso à sério.
Por isso, vou participar do desafio #15CENAS, ideia da Anna lá no Maiô Prata e Crocs. Durante os próximos 15 dias, irei escrever uma cena por dia. Pode ser algo longo, algo curto, com ou sem sentido. A única regra é postar diariamente, não deixar o espírito da escrita morrer ou as ideias de lado.
Vai ser uma forma de manter as ideias mais vivas do que nunca, e de tentar levar isso pra frente. Ao lado da Anna. ♥
PS: Vou voltar com os posts do e101 também, só preciso terminar de me organizar com as ideias dos posts!
Li esse livro do Brandão quando estava na segunda ou terceira série, não lembro bem, mas lembro de como achei engraçado uma das passagens do livro onde o personagem principal vê a Camila (amiga/garota que ele gosta) devolver o livro As Coisas na biblioteca da escola. Não tem nada de cômico nessa cena, apesar de ser bonitinho no grande esquema das coisas pela reação do personagem principal, mas o que eu achei engraçado foi perceber o quanto aquela personagem, naquela cena, era eu. As Coisas, do Arnaldo Antunes, foi o primeiro livro que peguei para ler por mim mesma, talvez tenha sido o motivo de eu gostar tanto de ler hoje em dia, e uma das ações da Camila ao devolver o livro foi pedir desculpas à moça do balcão, por ter escrito algo com lápis na orelha de uma das páginas - se bem me lembro, foi na página sobre substantivos masculinos e femininos e os plurais, mas talvez tenha sido na da chuva que cospe ou no trecho que virou música, só relendo para saber -, e aquilo era algo que eu havia feito, porque teve muitas coisas que não entendi em As Coisas, que me deixaram pensando por um tempo, sempre voltando à página do que me deixava encucada.
Foi a primeira vez que senti empatia de verdade com um personagem de livro, a primeira vez em que notei que, mesmo sendo literatura, aquelas situações eram tão reais quanto eu era. Claro que fui crescendo e percebendo que nem todas as situações dos livros são possíveis, ou a Terra seria uma bagunça total e, também, comecei a sentir empatia por personagens que despertavam algo em mim, e não só com aqueles que parecem comigo. Só que aquela sensação me fez pensar: "Seria tão legal fazer algo assim, imaginar um personagem que pode ser outra pessoa!"
Na época minha capacidade literária era quase nula, mas não me impediu de ficar imaginando histórias o tempo todo, de criar dentro da minha cabeça. A ideia de realmente escrever não me veio até que entrasse no ensino médio, mas esse pensamento que Cuidado: Garoto apaixonado criou dentro de mim nunca sumiu. Hoje em dia, mesmo que eu seja uma mega nerd e que desenvolver seja algo que eu ame e que talvez guie minha vida profissional, acho que nunca me vi tão disposta a escrever, a criar e levar isso à sério.
Por isso, vou participar do desafio #15CENAS, ideia da Anna lá no Maiô Prata e Crocs. Durante os próximos 15 dias, irei escrever uma cena por dia. Pode ser algo longo, algo curto, com ou sem sentido. A única regra é postar diariamente, não deixar o espírito da escrita morrer ou as ideias de lado.
Vai ser uma forma de manter as ideias mais vivas do que nunca, e de tentar levar isso pra frente. Ao lado da Anna. ♥
PS: Vou voltar com os posts do e101 também, só preciso terminar de me organizar com as ideias dos posts!
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